MINHA HISTÓRIA DE GOLEIRA

A convite do meu amigo @Celso_Santos_Jr, partilho com vocês uma parte de minha breve história como goleira e sua (pequena) relação com o Mais Querido.

Que a verdade seja dita… Não importa a modalidade esportiva, todos nós gostamos (ou gostaríamos de ser) destaque. No caso do futebol, os pais se orgulham em vestir os seus filhos com a camisa 9 ou a 10 do seu time do coração (numeração destinada aos jogadores de posicionamento ofensivo). Na escola “os melhores” se tornavam “donos” dessa posição e os demais que se contentassem com as outras posições, entre elas a do goleiro. Quando se é criança você quer FAZER o gol. Então como simpatizar-se com um jogador que tem como função a de evitar o objetivo máximo, que é o gol?

Logicamente quando se trata de um torcedor do São Paulo Futebol Clube, ao ouvir a palavra goleiro, os olhos se enchem. Afinal de contas tivemos como defensores de nossas traves verdadeiros gênios como José Poy, Waldir Peres, Zetti e, atualmente contamos com Rogério Ceni (que além de goleiro é um exímio cobrador de faltas. Que os demais morram de inveja!). Então para uma criança são paulina a posição de goleiro torna-se de uma certa forma um tanto quanto “agradável”.

Obviamente, em razão da minha idade não pude ver jogos do Poy e do Peres. Como a maioria, acompanhei demais os jogos do Rogério Ceni (ídolo incontestável), mas devo admitir que a minha verdadeira “inspiração” partiu de outro goleiro, meu ídolo de infância, que se chama Armelino Donizetti Quagliato, mais conhecido como Zetti.

Acredito que seja desnecessário mencionar o quanto ele foi importante na era dourada do Tricolor comandado pelo Mestre Telê (outro que considero como ídolo). Todos já sabem o quanto ele foi importante nessas conquistas (com menção honrosa a defesa nos pênaltis contra o Newell’s Old Boys, da Argentina que nos deu o título da Libertadores 1992). Seria “chover no molhado”.

É aí que entra a minha (breve) história como goleira.

Nos meus tempos de escola (entre os anos 90 e 2000) era tida como uma jogadora lenta e “pesada” (no real sentido da palavra, mas fazia uns golzinhos de vez em quando) para jogar na linha, tanto no handebol quanto no futebol. Então qual era o meu lugar no time? Entre as traves e embaixo do travessão.

Confesso que a princípio a idéia não me agradava em nada, porque nós sabemos que a profissão de goleiro é uma das mais “ingratas” do mundo. Hoje estão te endeusando e amanhã estarão te chamando de frangueiro, entre outros “elogios” (que, em muitos casos, citam até a mãe do sujeito). Não queria esse “encargo” pra mim.

Mas com o tempo (e com os jogos) acabei “gostando” de ser goleira. Claro que tinha o Ceni como inspiração, mas eu queria ser como o Zetti. Tanto que dos jogos que disputei com o time de futebol feminino da minha escola, só me recordo de ter jogado uma única vez de shorts. Eu gostava mesmo era de jogar de calça… como o meu ídolo jogava.

Confesso que não fui uma excelente goleira (nem cometo a ousadia de me comparar com NENHUM dos meus ídolos), mas fiz aquilo que podia fazer. Não ganhei campeonatos importantes (no máximo 2 medalhas de 2º lugar), nem troféus de destaque. Mas posso dizer que me diverti muito durante o tempo que joguei nessa posição. Ao menos pude compreender o quão difícil é a vida de um goleiro. Só quem está lá sabe que nem sempre aquela defesa não era tão simples assim, e de que erros acontecem, mas no fundo sempre fica o sentimento de que “era possível pegar”. Coisas da vida.

Ainda não tive o prazer de conhecer o Zetti pessoalmente, mas se um dia eu o visse, com certeza eu diria uma palavra: OBRIGADA! Porque em horas como essa faltam as palavras e realmente não há dicionário no mundo que pudesse me ajudar na tarefa de descrever um ídolo de infância.

Já faz um bom tempo que não jogo futebol (desde 2005 aproximadamente). Mas de uma coisa eu tenho certeza: se me chamassem novamente pra jogar uma “partidinha” iria para o gol sem problema algum. Ah… e com a tradicional calça preta.

VALEU ZETTI! Ídolo eterno!

Viviane Araújo

@vickasmith

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3 respostas em “MINHA HISTÓRIA DE GOLEIRA

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  2. Saudade daquele super time do Mestre Telê, da época que me tornei são paulina!
    Como já escrevi uma vez, é sempre bom rever e lembrar de personagens tão importantes para a história gloriosa do tricolor!

    Zetti ídolo!!!

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