UM SONHO DA ILHA DA MADEIRA AO MORUMBI – PARTE 2

Olá Tricolores.

2011 arredores do Morumbi

Com dois aninhos e vestido da cabeça aos pés de preto, branco e vermelho ninguém podia negar que este garotinho era tricolor. No conforto do colo do pai ele olhava para todos os lados, via as mesmas cores nas crianças e em um monte de adultos e todos andavam para a mesma direção, todos estavam indo para um lugar que parecia um prédio, mas não era um prédio. Então ele aponta e diz: – Papai e aponta.

O pai abre o sorriso e fala: – Filho este é o Morumbi estádio do São Paulo.

– Mobum- biii! São Paulo!

A cara de surpresa e grandiosidade esta no olhar do filho e a mesma emoção ainda segue no olhar do pai…

Como falei no final do texto “Um sonho da Ilha da Madeira ao Morumbi” o estádio ainda não estava pronto.

Com o pouco dinheiro que restava ainda se fez duas torres das cabines e outras instalações elétricas tais como iluminação. Só que a grana acaba e foi o que aconteceu.

Mas, ainda tinha um respiro, investir mais uma vez de maneira ousada e foi o que aconteceu. Começou a  vender o Patrimônio Social do clube e foi com a venda da adesão que se conseguiu então construir um complexo social (com quadras, piscinas) que viria ser inaugurado em 1962. O investimento foi alto e o retorno seria a longo prazo através das adesões ao Título Patrimonial e com as cadeiras cativas. O que significa isso?

A partir daí começou um período longo sem melhorias e sem ajuda alguma do governo (pelo menos em minha pesquisa não encontrei nada referente a alguma ajuda, se alguém souber de algo é só dizer) pelo contrário o São Paulo teve baixa na diretoria provocada pelo governo se assim se pode dizer com a saída de Laudo Natel para ser vice-governador do Estado e posteriormente governador por um curto período no final da década de 60.

A luz no fim do túnel começou a surgir em 1968 com uma ideia de Helio Setti e Oswaldo Molles que idealizaram uma campanha de venda do chamado “Carnê Paulista” onde se sorteava prêmios nos intervalos da TV Exelsior. Primeiro fez uma tiragem de 100.000 unidades e o sucesso foi imediato a ponto de ser repetido por 6 vezes, logo, vendeu muito, um total aproximado de 700.000 carnês que eram vendidos a NCr$ 5,00 e cada um com 12 prestações no mesmo valor, obviamente que os outros clubes fizeram a mesma coisa e também obviamente houve confusão com a questão da patente até que o resultado final foi o São Paulo ter que ceder e permitir a venda pelos outros clubes só  que não deu certo a venda dos outros clubes e o São Paulo ainda teve que se comprometer a repassar uma quota de seus ganhos para os outros clubes.

Ai podemos ver que essas brigas não vêm de agora, mas enfim, voltando ao Morumba. A venda dos carnês foi tão lucrativa que o São Paulo conseguiu acertar suas dívidas e se manter, além disso conseguiu fazer com o Morumbi em um curtíssimo prazo de tempo o que não havia conseguido nos anos anteriores.

E chegou o dia tão sonhado o Cícero Pompeu de Toledo estava pronto! Quase dez anos depois no jogo contra o Sporting, teria a inauguração definitiva, também contra um time português desta vez o Porto num jogo que aconteceu no dia 25 de janeiro. A ficha do jogo segue abaixo:

SÃO PAULO Futebol Clube 1 X 1 Futebol Clube do PORTO

Inauguração definitiva do Estádio Cícero Pompeu de Toledo
25/01/1970

SPFC:Picasso; Édson Cegonha (Cláudio Deodato), Jurandir, Roberto Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Miruca, Zé Roberto (Téia),Toninho Guerreiro (Babá) e Paraná.Técnico:Zezé Moreira

Gols:Miruca, 35’/1.

Porto: :Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Gomes; Chico (Celinho), Pinto (Ronaldo), Rolando e Nóbrega. Técnico: Elek Schwartz.

Gol:Vieira Nunes, 32’/1.

Árbitro:José Favilli Neto

Renda:NCr$ 440.258,00

Público:107.869 pagantes

….ele adentra o Morumbi com seu filhinho que ainda está encantado e tentando ver tudo, andando pelos corredores do estádio, o barulho da torcida é incrível e o menininho diz:

São Paulo Papai? São Paulo?

Isso mesmo filho, isso mesmo, isso é o São Paulo!’

Este menino com certeza vai crescer e esta memória estará com ele,  lembrança que aos poucos ficará como um sonho e é assim que tem que ser, pois de fato um Sonho foi realizado!

Do mesmo jeito que tenho na minha memória quando vi pela  primeira vez este estádio gigante de perto.

E você? Qual é a sua maior lembrança do Morumbi?

C. Rosa

http://twitter.com/#!/claudiorosa

Fonte: Site Oficial do São Paulo Futebol Clube

Foto: Arquivo São Paulo Futebol Clube

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2 respostas em “UM SONHO DA ILHA DA MADEIRA AO MORUMBI – PARTE 2

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