O GUERREIRO WELLINGTON

Saudações Tricolores, Nação Soberana!

Tudo parecia ir bem para o volante Wellington. Capitão da seleção sub-20, eleito o melhor jogador da Copa Mediterrâneo. Isso até uma grave lesão no joelho, ocorrida ainda em junho de 2010, minar as suas chances de participação do Sul-Americano Sub-20. Na fase final de sua recuperação, o garoto foi esquecido na pré-lista anunciada por Ney Franco.

Do fim de 2010, Wellington teria pouco mais de sete meses para voltar aos planos do treinador. Primeiro, precisaria provar que estava totalmente inteiro do problema físico. Completada esta etapa, o desafio era retomar o espaço perdido na equipe principal do São Paulo. E agora que tudo se encaminha no clube, o jovem é mais uma vez forte candidato a um lugar no meio-campo da seleção no Mundial Sub-20 deste ano.

O são-paulino, é verdade, sempre contou com bastante moral nas seleções de base. Convocado tanto por Rogério Lourenço quanto por Luiz Verdini, o jogador entrou nas quatro primeiras listas feitas para a geração /91. E sempre foi titular. Vice-campeão na Copa Mediterrâneo de 2009 e no Torneio de Punta de 2010, campeão e MVP da Copa Mediterrâneo de 2010. Wellington ainda passou por um período de treinamentos em junho de 2010, quando sofreu a dura lesão no joelho.

Desde então, foram oito meses de fisioterapia e exercícios para que pudesse voltar a campo. A primeira oportunidade veio no começo de março, entrando no meio do segundo tempo contra o São Caetano pelo Paulistão. Foi titular contra o Ituano na partida seguinte, substituído no intervalo, e fez seu primeiro jogo completo na rodada final do Estadual, ao lado de um time misto do São Paulo.

A evolução de Wellington, porém, mostrou seu estágio final no último fim de semana, na estreia do Campeonato Brasileiro. Compondo o trio de volantes ao lado de Casemiro e Carlinhos Paraíba, o garoto teve uma atuação destacada, mesclando saída de bola segura e qualidade nos desarmes. Os comentários de Paulo César Carpegiani dão uma boa ideia do que o camisa 28 apresentou durante os 90 minutos: “O Wellington fez uma partida espetacular. O Conca pegou três vezes na bola, ele anulou a criação do Fluminense. Ele foi muito bem. E agora, como tirar?“.

A fama do jovem no Morumbi, aliás, vem desde os tempos da base. Testado no time principal desde 2009, contudo, não agradou, fosse com Muricy Ramalho ou Ricardo Gomes. A explicação, no entanto, é bastante compreensível: comparado com Mineiro pela qualidade como volante, quase sempre que entrou foi como ala, lateral ou meia. Sem sucesso. Somente agora, em seu retorno, é que Paulo César Carpegiani parece ter avistado os predicados do garoto na cabeça de área.

Por enquanto, a concorrência de Wellington no meio-campo tricolor é composta basicamente por garotos formados em Cotia. Além de Carlinhos Paraíba e Casemiro, titulares na posição, Zé Vítor e Rodrigo Caio também integram o elenco profissional. A última atuação, porém, alçou o camisa 28 a um patamar acima dos últimos dois, podendo até mesmo cavar seu espaço no 11 inicial. Uma das opções para a sua entrada seria a variação tática com três volantes, dando liberdade para Carlinhos e Casemiro, como ocorreu no domingo. Isso se não ganhar uma vaga como primeiro homem do meio-campo, em uma formação com dois volantes.

O próximo passo é, naturalmente, a volta à seleção sub-20. Com o Mundial se aproximando cada vez mais, Ney Franco não deverá ter muito tempo para testes até lá. Talvez apenas uma pré-lista, antes de definir os 21 nomes. Casemiro e Fernando parecem assegurados depois das boas atuações no Sul-Americano. Fica aberto, teoricamente, um lugar no time, já que Zé Eduardo não agradou quando teve oportunidade. E é aí que Wellington surge como uma das principais opções.

Dentre seus principais trunfos na disputa estão a qualidade técnica, combinada à boa condição física e ao empenho dentro de campo. Uma sequência neste início do Brasileirão pode aumentar a sua visibilidade com Ney Franco, já que Wellington tem a seu favor ainda a experiência na própria seleção sub-20 e o fato de ter sido até capitão com a amarelinha. Depois de um ano da lesão, a convocação mostraria que os sacrifícios feitos ao longo dos oito meses que esteve fora não foram em vão.

Um abraço,

@Henrique_SPFC12

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