A HORA DO ADEUS

Saudações, Soberanos!

De todos os momentos que compõem a carreira de um jogador, o momento de parar talvez seja o mais difícil. Mais difícil do que as derrotas e mais difíceis do que as lesões. Quando é a hora certa de parar? É uma decisão complicada a ser tomada. Alguns param somente com a idade. Outros, por lesões sérias. Outros ainda, cansados de lutar contra o próprio corpo, param repentinamente.

Ronaldo, repentinamente anunciou sua aposentadoria, cansado de brigar com a balança. Beletti, uma semana antes de estrear pelo novo clube, anunciou sua aposentadoria via twitter, dizendo que não pôde mais brigar com o próprio corpo. Petkovic, depois de 10 anos de Flamengo, e já mais brasileiro do que sérvio, deu adeus aos gramados. Pelé, em 1977, jogou o último jogo com a camisa santista, encerrando uma história maravilhosa que será lembrada para sempre. Poderia citar dezenas de jogadores aqui, que após toda uma vida dedicada ao futebol, enfrentam o momento da despedida. Alguns ainda voltam ao mundo do futebol, como técnicos, diretores de futebol, preparadores físicos, ou ainda no jornalismo esportivo. Outros, que não tiveram tanta sorte durante a carreira, se vêem obrigados a conseguir outro emprego após pendurarem as chuteiras, levando os momentos de glória somente na memória.

Miranda e Bosco se despedem da torcida no Morumbi. (foto: Rubens Chiri)

Há vários tipos de despedidas. Uma ida para um clube rival, para um clube estrangeiro, ou a despedida definitiva, aquela que encerra a carreira definitivamente. Acredito que todos os jogadores mereçam uma despedida digna. Pode ser uma despedida especial, numa partida especialmente arrumada para a ocasião, ou numa partida comum. Pode ser um até breve, como tantos vão embora, mas voltam ao clube de seu coração, como Luis Fabiano fez em 2004, e hoje retornou, e como disse Dario Conca ontem à torcida do Fluminense, “espero que seja um até logo”. Que seja uma simples homenagem, uma placa, mas que mostre que o trabalho do atleta foi reconhecido.

Todas as despedidas emocionam. Levam os torcedores (os mais bobos, como eu), às lágrimas. O carinho da torcida num momento como esse é fundamental para o jogador. É uma maneira de agradecer por tudo que foi feito pelo nosso clube. Para o atleta, significa deixar tudo o que sempre viveu para trás, mas também deixar seu nome na história, seja na história do clube, do país ou do futebol mundial e sair de cena para dar lugar aos jovens talentos. Deixo aqui minha pequena homenagem a todos os jogadores que não tiveram a oportunidade de ser devidamente homenageados, a todos os que fizeram parte da história do futebol brasileiro e conseqüentemente parte das nossas histórias, e que serão sempre lembrados pelos gols, títulos ou por uma simples jogada que, naquele dia, fez o seu dia e o de milhões de pessoas mais felizes.

E você, qual foi a despedida mais emocionante que você presenciou?

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2 respostas em “A HORA DO ADEUS

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