Bauer, um Tricolor em Berna

Saudações Tricolores!

Vamos voltar um pouco no tempo, lá para década de 40 e 50.

Bauer - saopaulofc.net

No dia 27 de junho de 1954 o Brasil enfrentou a poderosa Hungria em Berna, Suíça pela Copa do Mundo de 1954. Aqui vale um parênteses, nesta época a Hungria era o time que encantava os torcedores por onde passava, com o seu futebol técnico, inovador e cheio de gols, bem entre aspas o que se pode dizer do Barcelona hoje. Pois bem, entre os jogadores que faziam parte da seleção brasileira, que pela primeira vez na história das Copas foi canarinho, tinha 4 jogadores do São Paulo Futebol Clube. Mauro, Alfredo, Bauer e Maurinho, destes, apenas Bauer entrou em campo como títular para enfrentar a excelente equipe húngara comandada dentro de campo por Ferenc Puskas e Nándor Hidegkuti. O Brasil perdeu o jogo por 4 x 2 e o jogo terminou em pancadaria e ficou conhecido como “A batalha de Berna” um assunto que posso voltar outro dia.

Bauer único tricolor titular neste confronto em Berna, também já havia defendido as cores da seleção brasileira na Copa de 1950 disputada aqui em terras tupiniquins, justamente na copa do fatídico Maracanazo e que falei um pouco aqui no texto “Um Tricolor no Maracanazo“. Mesmo com a derrota do Brasil para o Uruguai, Bauer foi chamado de “Gigante do Maracanã” ou “Monstro do Maracanã’. Com a seleção brasileira ele conquistou o título sul americano de 1949.

Não é a toa que ele é um dos grandes jogadores da história do SPFC. Ele costumava atuar no meio campo como volante, na época era chamado de médio-volante. Com a camisa do Mais Querido fez nada mais nada menos que 402 jogos e durante este período conquistou os títulos paulistas de 1943,45,46 e 49 e o de 1953.

Bauer sem dúvida é um dos grandes que vestiram o manto sagrado!

Depois que Bauer encerrou a sua carreira se tornou técnico e dirigiu equipes como o Juventus da Mooca e Atlas do México e outras equipes.

Um fato curioso sobre Bauer é que dizem que certa vez ele estava em Moçambique e viu um tal de Eusébio jogando e pensou que o então garoto tinha futuro. Entrou em contato com o São Paulo indicando o jogador, mas diretoria desdenhou. Ainda acreditando na promessa Bauer conversou com Béla Gutmann, técnico húngaro que passou por aqui e que na época treinava o Benfica, Guttmann não perdeu tempo e levou Eusébio para o clube português, Eusébio simplesmente fez história no Benfica e no futebol mundial, se tornando o grande Pantera Negra.

É, meus caros, não é de agora que a diretoria comete erros, grandes erros.

A história do maior do mundo é linda e por isso que aderi a campanha #ForaJJ !

Boa semana a todos.

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